O Governo decretou a situação de alerta para várias regiões de Portugal continental devido à previsão de temperaturas muito elevadas e ao consequente agravamento do risco de incêndio rural.
A decisão surge após os avisos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que prevê máximas superiores a 40 graus em algumas zonas do interior, acompanhadas por humidade reduzida e vento moderado, condições particularmente favoráveis à propagação de incêndios.
Durante o período de alerta, serão reforçados os meios da Proteção Civil, dos bombeiros, da GNR, da PSP e das restantes entidades responsáveis pela vigilância e resposta a emergências.
As autoridades apelam à população para evitar comportamentos de risco, como queimadas, utilização de maquinaria em zonas florestais durante as horas de maior calor ou qualquer atividade que possa provocar ignições.
O calor extremo representa igualmente um risco para a saúde pública. A Direção-Geral da Saúde recomenda uma hidratação frequente, evitar a exposição solar entre as 11h00 e as 17h00, utilizar roupa leve e prestar especial atenção a idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.
As autarquias estão também a preparar respostas específicas, incluindo a abertura de espaços climatizados para acolher pessoas mais vulneráveis e o reforço das ações de sensibilização junto da população.
Portugal entra assim num dos períodos mais críticos do verão. Após um inverno relativamente húmido, a rápida subida das temperaturas aumenta significativamente o perigo de incêndio em vastas áreas do país, obrigando autoridades e cidadãos a redobrarem a vigilância.
A Proteção Civil lembra que a prevenção continua a ser a melhor forma de evitar tragédias e pede a colaboração de todos durante os próximos dias.