8 de novembro de 2026
Correio da Tarde

Sete empresas portuguesas chegam a Paris para conquistar o mercado francês da construção

Sete empresas portuguesas vão trocar Portugal por Paris durante quatro dias com um objetivo muito concreto: encontrar novos clientes e aumentar as exportações para França.

Sete empresas portuguesas chegam a Paris para conquistar o mercado francês da construção

Sete empresas portuguesas vão trocar Portugal por Paris durante quatro dias com um objetivo muito concreto: encontrar novos clientes e aumentar as exportações para França.

As empresas integram a participação nacional no Paris Builders Show, que decorre entre 28 de setembro e 1 de outubro, na Porte de Versailles, um dos grandes espaços de exposições da capital francesa. A presença portuguesa é organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP) no âmbito do projeto BOW — Business On the Way.

O setor da construção francês representa um mercado particularmente interessante para Portugal. A proximidade geográfica, a dimensão da comunidade portuguesa em França e a reputação acumulada durante décadas por empresas e profissionais portugueses criaram relações económicas que vão muito além da mão de obra tradicionalmente associada ao setor.

Hoje, Portugal procura também exportar produtos, materiais, tecnologia e soluções para a construção.

É precisamente essa imagem que as sete empresas levam a Paris.

A participação numa feira internacional permite encontrar distribuidores, arquitetos, construtores e potenciais parceiros num único local, evitando meses de contactos individuais para entrar num mercado.

E França continua a ser um parceiro particularmente importante para as empresas portuguesas.

A presença no Paris Builders Show procura aproveitar essa relação para apresentar produtos nacionais a compradores que trabalham não apenas no mercado francês, mas também noutros países europeus.

Há ainda uma dimensão interessante nesta presença portuguesa.

Durante décadas, milhares de portugueses ajudaram fisicamente a construir casas, estradas, escritórios e infraestruturas em França. A construção tornou-se, para várias gerações da emigração portuguesa, uma das principais portas de entrada no mercado de trabalho francês.

Agora são também as empresas e os produtos desenvolvidos em Portugal que procuram ganhar espaço nesse mesmo mercado.

É uma evolução discreta, mas significativa.

Portugal já não quer estar presente apenas através dos seus trabalhadores.

Quer vender aquilo que produz, criar parcerias e colocar as suas empresas diretamente diante dos compradores internacionais.

Entre segunda-feira e quinta-feira, sete delas tentarão fazer precisamente isso em Paris.

Miguel Gonçalves de Amorim